Entenda o aumento de 52% na Bandeira Vermelha Patamar 2

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Em 29 de Junho, a ANEEL aprovou um aumento de 52% na bandeira vermelha patamar 2. Com isso, a taxa passará de R$6,24 para R$9,49 por cada 100kWh. E as previsões futuras não são as melhores, pois estima-se que se estenderá até, pelo menos, novembro!

De acordo com Bárbara Rubim, vice-presidente do conselho de Administração da ABSOLAR, este aumento na tarifação poderá representar um aumento de 15% no total da fatura de energia, em cada Unidade Consumidora.

Além desse reajuste, a ANEEL propõe uma opção de aumento destes R$9,49 para R$11,50. De acordo com a agência, este novo reajuste proposto é o mais recomendável, pois evitaria um rombo ainda maior na “conta das bandeiras”, que hoje apresenta um déficit em torno de R$1,5 bilhão. Com novo reajuste, seria possível zerar esta conta. Caso seja mantido à R$9,49, a agência teme que, até final do ano, essa conta ultrapasse os R$2 bilhões, de acordo com as condições de geração de energia durante este período.

Como Funcionam as Bandeiras Tarifárias?

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado como maneira de sinalizar o custo da geração de energia.

Desta forma, de acordo com a Celesc, a bandeira verde indica que o nível dos reservatórios está alto, então a tarifa não sofre nenhum acréscimo. Por sua vez, a bandeira amarela demonstra que as condições para geração de energia estão menos favoráveis e, devido a isso, a tarifa sofre acréscimo de R$1,34 para cada 100kWh consumido. Porém, a ANEEL, juntamente com a decisão pelo aumento da bandeira vermelha 2, decidiu por um novo valor para a bandeira amarela, ficando agora por R$1,87!

Já as bandeiras vermelhas são acionadas quando se trata de condições mais custosas para a geração de energia, possuindo dois patamares (1 e 2). No patamar 1, a tarifa sofre o acréscimo de R$4,16 para casa 100kWh consumido, enquanto a 2, anteriormente, custava R$6,24.

Devido à crise hídrica que o Brasil está enfrentando, a bandeira patamar 2 foi acionada, com um acréscimo de 52%, conforme indicado no início deste artigo.

A Crise Hídrica

Atualmente, o Brasil está passando pela pior crise hídrica, em mais de 90 anos, o que aumenta o risco de nossas hidrelétricas ficarem vazias.

Devido a esta redução no nível dos reservatórios, as termelétricas foram acionadas, para suprir a demanda energética da população. Porém, se trata de uma energia mais cara para ser produzida, o que já mostra seus efeitos nas faturas à partir deste mês, com o acionamento da bandeira vermelha patamar 2!

A Energia Solar

Usina Solar em Solo, realizada pela Solar Vale Energia

Além de ser uma alternativa sustentável, diferente das usinas termelétricas e hidrelétricas, a energia solar se prova, a cada dia mais, uma alternativa econômica!

Com reduções de até 95% nas faturas, a energia solar também auxilia a diminuir a necessidade de acionamento de fontes mais caras de energia, devido ao excedente injetado na rede. Quanto mais unidades consumidoras estiverem produzindo sua própria energia e injetando na rede seus excedentes, menor a necessidade de ativação de termelétricas para suprimento de demanda.